Falavas, falavas e voltavas a falar. Contavas as tuas histórias, as tuas vivências, o que passaste. Não conseguia descolar o meu olhar de ti. Estava apática por tudo o que contaste. Quando te abracei só queria sentir-te e única coisa que me saiu da boca foi “estás vivo”. Porque depois de tudo o que tu contaste que passaste, ver-te ali são e salvo foi gratificante.
Se contasses a alguém que não soubesse quantos anos tens o que tu passaste, nunca na vida te davam apenas 18anos. Os assaltos, as perdas, as desavenças, o trabalho, tudo isto tornou-te grande e pequeno. Grande por teres sobrevivido no “campo de batalha”. Pequeno por teres sido obrigado a crescer rápido e não teres aproveitado, talvez, a tua infância.
Posso até nem te conhecer há muito tempo mas tenho uma grande admiração por ti. Pelo GRANDE ser humano que és.
Ontem dei por mim com uma lágrima no canto do olho ao lembrarem-me que a tua estada cá não dura muito mais. Porque no dia em que partires, um pedaço de ti fica cá, o pedaço que ocupas no meu coração….
P.S: Não te esqueças de mim....
P.S: Não te esqueças de mim....







